Hoje em dia, declarar amor pelo cinema virou senso comum, afinal, quem não gosta? Também sou uma sonhadora e costumo ir todas as quartas ao cinema, quando o preço é promocional - ou pelo menos me esforço. De vez em quando, por um capricho, abro uma exceção em plena segunda, e mais raramente, aos finais de semana, pois a minha pífia situação financeira não permite maiores abusos. A minha particularidade está no fato de gostar de salas vazias.
Salas lotadas, típicas de filmes estreantes e superproduções, me reprime e me deixa insensível. Não me sinto à vontade para compartilhar emoções e sensações com pessoas que eu não conheço (Dizem que eu me tornei racional demais e perdi a magia do cinema. Balela! O motivo, creio, é outro. Aquele que só Freud explica). Nesses casos, qualquer cena, por mais dramática que seja, me leva ao riso (Ataques histéricos!) Que graça tem assistir a comédia romântica da vez se eu não posso (é que eu não consigo, entende?) ao menos chorar?! Mesmo que eu tenha ido ao cinema com a intenção de desabafar.
Cinema lotado implica não só na forma de sentir o filme, mas também me impede de esticar as penas, sentar de lado, descansar os braços no apoio da cadeira, fazer barulho com o pacote de chocolate e chupar o restinho do ovomaltine sem me sentir constrangida, beijar a namorada, enfim...
Salas lotadas, típicas de filmes estreantes e superproduções, me reprime e me deixa insensível. Não me sinto à vontade para compartilhar emoções e sensações com pessoas que eu não conheço (Dizem que eu me tornei racional demais e perdi a magia do cinema. Balela! O motivo, creio, é outro. Aquele que só Freud explica). Nesses casos, qualquer cena, por mais dramática que seja, me leva ao riso (Ataques histéricos!) Que graça tem assistir a comédia romântica da vez se eu não posso (é que eu não consigo, entende?) ao menos chorar?! Mesmo que eu tenha ido ao cinema com a intenção de desabafar.
Cinema lotado implica não só na forma de sentir o filme, mas também me impede de esticar as penas, sentar de lado, descansar os braços no apoio da cadeira, fazer barulho com o pacote de chocolate e chupar o restinho do ovomaltine sem me sentir constrangida, beijar a namorada, enfim...