Friday, February 23, 2007

A Sonhadora

Hoje em dia, declarar amor pelo cinema virou senso comum, afinal, quem não gosta? Também sou uma sonhadora e costumo ir todas as quartas ao cinema, quando o preço é promocional - ou pelo menos me esforço. De vez em quando, por um capricho, abro uma exceção em plena segunda, e mais raramente, aos finais de semana, pois a minha pífia situação financeira não permite maiores abusos. A minha particularidade está no fato de gostar de salas vazias.
Salas lotadas, típicas de filmes estreantes e superproduções, me reprime e me deixa insensível. Não me sinto à vontade para compartilhar emoções e sensações com pessoas que eu não conheço (Dizem que eu me tornei racional demais e perdi a magia do cinema. Balela! O motivo, creio, é outro. Aquele que só Freud explica). Nesses casos, qualquer cena, por mais dramática que seja, me leva ao riso (Ataques histéricos!) Que graça tem assistir a comédia romântica da vez se eu não posso (é que eu não consigo, entende?) ao menos chorar?! Mesmo que eu tenha ido ao cinema com a intenção de desabafar.
Cinema lotado implica não só na forma de sentir o filme, mas também me impede de esticar as penas, sentar de lado, descansar os braços no apoio da cadeira, fazer barulho com o pacote de chocolate e chupar o restinho do ovomaltine sem me sentir constrangida, beijar a namorada, enfim...

Monday, February 12, 2007

O QUE EU QUERO SER QUANDO CRESCER:
* Gostar de mim - mesmo que eu tenha um gosto ruim;
* Ser mais auto-confiante - a ponto de acreditar nas minhas próprias mentiras;
* Investir em atividades que eu tenha real talento - o difícil sou eu admitir tal talento, pois tenho o costume de me considerar o ser humano mais desprezível e falho do mundo;
* Ser mais espontânea, sem me preocupar com o que os outros vão pensar de mim;
* Manter a auto-crítica, mas sem depreciar meu próprio trabalho, opiniões e atitudes afins.
* Ser leve. Leve como pluma leve solta.
O sol entra pela fresta da porta com sua luz morna, típica de um dia de domingo. Dia de acordar tarde e mal-humorada - e seguir rastejando.
Eu nunca sei o que fazer com os dias de domingo, principalmente se já fiz tudo no sábado. Falta-me animo até para levantar da cama, mesmo quando já não me resta o menor pingo de sono. Diazinho enfadonho este, dos olhos que não querem ler, da cabeça que não quer pensar, dos dedos que não querem teclar, dos ouvidos cansados de escutar, da bunda que se recusa a sentar no sofá para ver televisão, dos sentidos mortos. É raro quando se tem o que fazer, quase nunca é excitante e, geralmente, tão repetitivo... E não me peça pra sair de casa - mesmo que eu não a considere o lugar ideal. Falta-me a coragem necessária para me entregar ao ritual - me lavar, pentear os cabelos, corar as faces, vestir uma roupa bacana e, finalmente, ultrapassar as barreiras do portão. Ninguém para me ligar e me resgatar da apatia, com um programinha leve de bate-papo, ou uma programação revolucionária. Além do mais, gosto de sair à tarde, enquanto as pessoas preferem a noite. Cansa-me chegar tarde em casa aos domingos, não gosto de começar a semana em falta com o sono.
Mesmo assim, o domingo não é de todo ruim. Se não existisse a Segunda-feira ele ainda assim se salvaria de ser o dia mais chato da semana por sorte e existência da Terça. Ao menos no domingo ainda temos a opção de não fazer nada, enquanto na segunda somos obrigados a voltar para o berço social e suas obrigações.

Friday, February 09, 2007

***
Odeio quando a falta de tempo mata o tempo que eu deveria ter para fazer o que tenho que fazer. Mas o que me mata e saber que, mesmo com o tempo necessário pouco coisa iria mudar. O problema ta na cabeça, oca.

***
Eu queria que o horário de ir embora chegasse logo,
Para que o dia terminasse logo,
Para que eu dormisse mais logo ainda.
Dia entendiante mesmo tendo muito o que fazer, só dormindo pra resolver.
***

Tuesday, February 06, 2007

#3. Certa vez eu disse a ela que eu não conseguia levar um namoro por muito tempo, pois enjoava de namoradas (dos) assim como quem se enjoa de uma coisa qualquer. Mas eu não me fecho em nenhum conceito, o que me permite refletir melhor e encontrar respostas, talvez, mais acertadas. Mesmo ciente da minha dificuldade eu nunca deixei de sonhar e desejar um namoro mais duradouro. Não ao tempo, geralmente acompanhado de dependência e acomodação, que as pessoas insistem em nomear como amor, mas no que eu acredito ser o verdadeiro amor: compartilhar vidas e sensações sem perder a individualidade (alguém aí em comum acordo? caso-me agora!). Hoje, se eu pudesse voltar no tempo, talvez cometesse o mesmo erro e novamente me confessasse, mas dessa vez saberia dizer “a verdade”, pois me enjôo não do outro, mas de mim mesma. Dá pessoa que eu me torno quando estou com alguém. Eu nunca namoraria comigo mesma. Me acho monótona. Eu não sei me aproximar das pessoas, e, sendo assim, também não permito que elas se aproximem de mim. Acho que o que sinto chama-se medo, como se meu carinho fosse um ato de violência. Sou desertora da minha própria filosofia, peco por não saber compartilhar, por ser apenas eu mesma, quando deveria ser "eu e você".
(...)
E fica tudo subentendido.

Friday, February 02, 2007

#2. Mais uma vez estou aqui, cumprindo com a minha determinação. A minha vontade inicial é de me forçar a postar todos os dias, se possível. Textos sem pretensão a "estrelismos". Quero apenas escrever bem e seguir melhorando à medida que aprender a colher acontecimentos e saber como trabalhá-los em linhas, tortas ou não.
Hoje passei boa parte do dia tentando organizar os meus favoritos, além de escrever pedaços de futuras postagens. Como pessoa metódica que sou – Ih! Escapou – catalogar não é o suficiente. De tempos em tempos preciso jogar os excessos fora. Sou contra essa quantidade infindável de sites que eu coleciono - qualquer coisa que tenha em excesso me deixa desconfortável. Além do mais, todos sabemos que quantidade nunca foi sinônimo de qualidade. Sou visita constante em dois ou três e o resto servem para “engrossar” a lista, cada dia mais extensa. Não há um dia sequer que não adicione no mínimo mais quatro sites aos favoritos, e eles vão ficando lá, esperando a mínima atenção, que seja.
Dá minha lista de blogs consegui deletar cinco, restando triunfantes vinte e um figurões. Ainda me resta vasculhar outras vinte e duas divisões – que existem para me deixar menos perdida na sua extensão -, trabalho para o dia de amanhã.

Thursday, February 01, 2007

Um começo sossegado

No primeiro post pós apresentação já chego mandando a máxima "Estou me sentindo mal". É que já devo ter sentido e dito isso várias vezes na minha vida, e em alta freqüência, o que não é nada legal. É crônico - resta saber se o crônico pode ser mutável.
Já sei, preciso ser mais produtiva - e ter menos remorso no coraçãozinho, vários. É isso, ser mais produtiva. Aquela velha história de "ser feliz consigo mesmo". É por isso que estou aqui. Desisti de esperar “o texto da minha vida” e soltar a primeira coisa que me viesse em mente e como hoje estou me sentindo assim... um tanto pesada...
Esse meu - longo - período de auto-desprezo e clausura - introspecção, sabe como é. - está sendo até bom, porque eu estou percebendo e admitindo uma série de "defeitos" e outras características das quais eu tinha vergonha, como ser romântica, carente e apegada – mesmo em doses pequenas que mal nenhum fazem. Talvez, o verdadeiro mal esteja no fato de escondê-los. Ah! Os defeitos. Esses não foram mencionados, pois ainda não tenho coragem suficiente para assumi-los.