Tuesday, February 06, 2007

#3. Certa vez eu disse a ela que eu não conseguia levar um namoro por muito tempo, pois enjoava de namoradas (dos) assim como quem se enjoa de uma coisa qualquer. Mas eu não me fecho em nenhum conceito, o que me permite refletir melhor e encontrar respostas, talvez, mais acertadas. Mesmo ciente da minha dificuldade eu nunca deixei de sonhar e desejar um namoro mais duradouro. Não ao tempo, geralmente acompanhado de dependência e acomodação, que as pessoas insistem em nomear como amor, mas no que eu acredito ser o verdadeiro amor: compartilhar vidas e sensações sem perder a individualidade (alguém aí em comum acordo? caso-me agora!). Hoje, se eu pudesse voltar no tempo, talvez cometesse o mesmo erro e novamente me confessasse, mas dessa vez saberia dizer “a verdade”, pois me enjôo não do outro, mas de mim mesma. Dá pessoa que eu me torno quando estou com alguém. Eu nunca namoraria comigo mesma. Me acho monótona. Eu não sei me aproximar das pessoas, e, sendo assim, também não permito que elas se aproximem de mim. Acho que o que sinto chama-se medo, como se meu carinho fosse um ato de violência. Sou desertora da minha própria filosofia, peco por não saber compartilhar, por ser apenas eu mesma, quando deveria ser "eu e você".
(...)
E fica tudo subentendido.

1 comment:

Anonymous said...

Em comum acordo mas, sem o uso de formulários e papéis matrimoniais, fujo destas malhas. Apesar de no amor, querer ser constante e duradoura, preciso de espaço para ir e vir. Nem Freud explica. Sou estranha. É a palavra justa. Fiz-me estranha, por renegar a minha natureza. Camuflada, vaguei perdida por um mundo que não me pertencia. Fiz-me companheira da solidão. Creio que por isso, gosto de escrever, me dou bem no mundo blogueiro. Escrever para criar pontes em busca do outro. Escrever para me encontrar ou me perder de vez.