Wednesday, April 11, 2007

Acredito que não exista no mundo prova maior que viver em sociedade - e são vários os motivos que me levam a sustentar essa afirmação. Não sei se eu conseguiria viver completamente sozinha, ao mesmo tempo que, já cheguei a duvidar várias vezes da minha capacidade de conviver com o outro. É tão difícil sentir sem invadir o mundo alheio, sem que o ser "contra” o danifique, fira-o; sem ferir a si mesmo. Ainda não descobri como poderíamos evitar o conflito entre conceitos tão particulares como os de certo e errado.
Todo mundo já se sentiu traído, seja por algum amigo ou pessoa próxima. Quando por alguém não muito íntimo a tendência é ignorar. Mas quando o intitulado “traidor” é um amigo fica mais nítida a fragilidade dos conceitos, já que para esse amigo o que ele fez pode não ser tomado como traição. Então, até que ponto o que sentimos é legitimo para julgar o outro?
Essa posição de juiz não é muito cômoda para mim. Queria poder olhar o outro sem julgar, mas a partir do momento que sou ser humano (Leia-se: animal racional vive com base em regras de convívio social), portanto, dotado de conceitos morais, não há como não julgar. Mas se assim não o faço, sinto como se estivesse a compactuar com algo que eu não acredito – sentimento tão desconfortável quanto. O medo de estar sendo injusta versus o medo de estar sendo hipócrita.
Seria possível uma sociedade amoral e harmoniosa?

1 comment:

Anonymous said...

Encontrei estes dois sites sobre livros de Sidonie Gabrielle Colette

http://www.traca.com.br/seboslivrosusados.cgi?sec=

http://www.estantevirtual.com.br/buscaporautor/Sidonie-gabrielle%20Colette

Beijão