Não por acaso encontro-me no estado condensado das paixões dispersas. Uma paixão triste e velada, que não tem alvo. Nem coração pra sentir, já que foi dado, jamais estornado. E o que sente é a alma, o abraço que estanca a lágrima, e deixa no peito um vazio profundo e pesado. Vazio que se alimenta de dejetos sonoros. E o acaso, não por acaso, cantou uma música para provocar minha alma de viciado. De uma consumista de intensidade que não quer provar da depressão pós-euforica. Puxa, solta, puxa, solta. Eu não quero passar a bola. E o que provoca prazer é repetido a exaustão, até perder seu efeito entorpecente. E logo vem outro vício para substituir o que já não satisfaz. O vocabulário que não muda, a história que se repete. O que eu preciso é de um amor de carne e osso para destravar a roda que não gira mais.
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
2 comments:
No meu mundo perdido de ilusões crio minhas proprias fantasias...E do outro lado da linha encontro de forma tão singela e verdadeira, meus mais profundos pensamentos, decifrados por suas palavras...
Não por acaso me encontro aqui...
lindo, triste, tão doce e tão duro que pude me ler em tuas linhas.
um beijo
Post a Comment