Thursday, May 31, 2007

Hoje eu tô caçando paixão. Sempre estive. Sempre estarei. A diferença é que hoje eu quero achar, entende? Às vezes eu não quero, é só charme, só pra ter o que falar. Sabe, o problema é que eu fantasio demais; eu crio cenários, roupas, falas, gestos... tudo, tudo encaixado perfeitamente na minha cabeça à espera de alguém para socar tudo lá dentro e dar vida. Um boneco, é isso. Eu quero um boneco pra chamar de meu, pra me comer, pra me olhar, pra me chamar de louca, ciumenta, amante, problemática. Eu quero alguém pra amar. Para amar. É, mas tem que amar como eu amo. Como eu espero que seja, se não for assim, não serve. Eu saio e tomo um gole, um copo, um drink. Cosmopolitan, por favor. As pessoas passam, não me interessam. Aquele? Não. Aquele? Não. Aquilo? Jamais. Criei uma teoria que devo conversar sobre tudo para parecer inteligente, só assim vai aparecer aquela pessoa que tanto espero. Aquela que vai fazer jantares-surpresas, declamações de poemas... aquela que vai me matar de amor, sempre. Ah, tem que ser aquele amor. O meu amor. O texto está ficando enfadonho porque eu preciso me lembrar sempre desse possível romance, assim aproveito e crio novas cenas. Tenho amigos que também sofrem do mesmo problema; não conseguem se desprender dos seus conceitos e fantasias amorosas. Nós, eu e meus amigos, enchemos a cara sempre que podemos, conversamos todos os tipos de besteiras possíveis e imagináveis, fazemos planos de livros, viagens, filmes, danças, saídas, etc. Nessas horas eu me sinto preenchida, como se tivesse achado o que tanto procurava, aí eu vejo todas as imagens se concretizarem diante dos meus olhos. O que falta? Sexo, falta sexo. E... bom... sem sexo, ninguém vive (bem). Então eu continuo por aí, dando bobeira. Eu tô na sua, na minha, na de todo mundo. Fazendo pose de todos os tipos, depende do dia, posso variar de uma básica Barbie à uma Dama do Lotação.
*Um pouco de mim em palavras alheias.

1 comment:

Anonymous said...

Me vi em seu texto...!
Parabéns!