Meu estado de felicidade imaginária durou menos que o intencionado. É que, para fugir para o além mundo, a música só funciona como um portal se houver uma pré-disposição por parte do ouvinte. Um sentimento previamente proposto.
Uma mesma música pode nos levar para lugares diversos e completamente contrastantes. Pra mim o tom da música vária de acordo com o tom do humor. Nada adianta ouvir um samba do crioulo doido se a intenção é consumir tristeza. Nessas horas a música continua funcionando como válvula de escape, mas deixa de ser sonho pra passar a ser apenas parte do estado de tristeza.
"De repente a gente vê que perdeu. Ou está perdendo alguma coisa".
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