Friday, March 09, 2007

Todo mundo que tem alguma relação com a música, por mais fina e superficial que seja, já se viciou em uma música.
Eu tenho esse costume de viciar em uma música e escutar ela direto - viva o repet!
É natural que elas tenham algum tipo de relação com que estou vivendo, mas às vezes sou surpreendida por uma música que, aparentemente, não tem ligação com as minhas necessidades momentâneas. É o caso que me levou escrever.
Tenho um gosto musical bastante eclético, mas nem por isso, pouco exigente. Entre as minhas preferências a música brasileira se encaixa confortavelmente, embora - sim, confesso - não escute com a freqüência devida. Passo a maior parte do tempo no trabalho, e quando estou trabalhando dou preferência às músicas de consumo rápido, que não exigem muita atenção. Não consigo ouvir música brasileira sem dispensar cuidado especial à letra. Minha dificuldade também se estende a outros estilos; mesmo as musicas em língua estrangeira, não consigo ouvir sem me dispersar. Quando escuto uma música sou toda sensações. Invento vídeo clipes, me imagino uma cantora famosa, revejo cenas de filmes, recrio lembranças, me emociono. Eu sei, isso parece ridículo e talvez até seja, mas faz parte do que sou. Como é gostoso – e besta ao mesmo tempo, rs - me imaginar pulando e sambando, subindo a ladeira de alguma cidade montanhosa embalada pelo meu mais novo vício.
Por sorte e exceção o dia está calmo. Posso ouvir quantas vezes for necessário para enjoar do atual estado imaginário para, assim, me abrir a novas musicas e novos sonhos.

"Eu quero é botar meu bloco na rua. Brincar, botar pra gemer. Eu quero é botar meu bloco na rua. Gingar, pra dar e vender".

1 comment:

Anonymous said...

Ouço de vez em quando coisas que a maioria das pessoas nem sonha que existem. Essa mania de viciar em uma música, também tenho, há cinco dias que estou viciada no clássico “Somewhre over the rainbow” do filme ‘O mágico de OZ’, mesclada com outro clássico “What a wonderful world”, mistura fantástica feita por Israel Kamakawiwo’ole, cantor havaiano, morto aos 38 anos por causa de uma obesidade extrema, a outra música é “By the rivers dark” do cantor, compositor e poeta canadense Leonard Cohen, viciada na melodia soturna e com elevada dose de melancolia. Considero-me uma pessoa com bom gosto musical e tenho sim preconceitos, gosto de algumas bregas, mas não suporto pagode, não tolero sertanejo e detesto Roberto Carlos. Gosto de determinadas músicas de um cantor, ou de grupo e não do conjunto. Sou fanática por música árabe, acho-a instintiva, mas minha paixão maior é o saxofone, adoro a sonoridade, acho-a quente e sensual, toca-me a alma quase até o intolerável. Imagino-o tocado nas ruas da cidade numa noite chuvosa de inverno ou num vão de escada onde a escuridão é cortada apenas por um fino feixe de luz laranja vindo sabe-se lá de onde. É por este cenário quase cinematográfico, de cores quentes e frias, que amo saxofone é e por causa do saxofone que gosto de Jazz, mesmo diante da minha total ignorância sobre música. Gosto de ouvir e pronto.