Saudade. Melhor que estar perto e não poder. O não poder pela distância dói menos. Saudade, essa fulga. Distancia confortável para um coração que não se esquece, que não te esquece. E por não poder te abraçar corre longe na esperança de também plantar saudades em você, e criar abraços imaginários, porém multuos.
Thursday, May 31, 2007
Saudade. Melhor que estar perto e não poder. O não poder pela distância dói menos. Saudade, essa fulga. Distancia confortável para um coração que não se esquece, que não te esquece. E por não poder te abraçar corre longe na esperança de também plantar saudades em você, e criar abraços imaginários, porém multuos.
Tuesday, May 22, 2007
Não acho que se trate de uma insatisfação criada, eu realmente não correspondo a nenhuma das minhas expectativas. É só parar pra pensar. Eu não faço nada de concreto, não tenho talento algum (em prática). Dizem por aí que eu manjo de cinema, moda,... Eu pergunto: de que adianta esse tal "talento" para escrita se ele fica preso em um blog (esse "diário" tão adolescente), em textos tão comuns? De que adianta gostar e estudar cinema se eu não coloco o cinema pra rodar? De que adianta ter boa voz se eu vivo em silêncio? De que adianta gostar de moda se não é com isso que eu trabalho? De que ainda ser se não gosto do que sou?
Friday, May 18, 2007
M²
No mundo há gente se apaixonando o tempo todo. Olhos procurando no outro o que não encontram em si e se encontrando. É gente querendo experimentar um novo mundo. Gente querendo se reconhecer em outro mundo. Aventureiros sedentos por novos sorrisos, cheiros, sabores, pele, temperos e temperamentos. Gente querendo viver. Tudo isso enquanto aqui celebramos um desses felizes encontros.
Porém, no mundo se construiu uma visão errada do amor. Paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão. Acabaram por tratar o amor como se fosse algo definido, formatado e pronto. E mais, convencionou-se também o tempo como unidade do amor. E como se isso não bastasse, assim como no amor, padronizaram o tempo. Deixaram-no duro e inflexível, mas nem o amor nem o tempo podem, mesmo porque nem são assim, tão amarrados.
Nem amor, nem o tempo se fazem em linha reta. Amor e tempo são energias em mutação. O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante. A vida do amor depende dessa interferência. Nós somos o alimento preferido do amor, e também devemos devorá-lo.
O Amor, assim como o tempo de uma história, não precisa ter início, meio e fim. O amor - e o tempo - estão em movimento eterno, esticam e se contraem, se moldam aos nossos moldes.
Diante da impossibilidade de domar um amor, e levadas pelo medo e insegurança que essa incapacidade provoca, alguns casais, ao invés de encontrar a vida tão desejada, morrem no dia-a-dia.
Não permitam que a imagem sedentária e cansada do amor as domine. Não tenham medo, encarem esse desconhecido, pois o amor é o desconhecido. Deixem-se experimentar e serem experimentados.
Um outro problema que nos interfere e que nos roubam a vida seja ela solitária ou compartilhada é a obrigação de ser feliz. Perde-se o presente em troca do futuro onde tudo pode acontecer, inclusive nada.
Ser feliz não pode se tornar uma obrigação, muito menos tema para livros de auto-ajuda. As pessoas inventaram tantas formulas e joguinhos para a felicidade que desaprenderam a viver a espontaneidade. As pessoas culpam o cotidiano por sua incapacidade. Mas digo: Amor é cotidiano.
"O Amor não precisa ser aventureiro, empolgante e rotativo, como um roteiro de viagens especiais". O Amor existe no cotidiano e assim pode ser cultivado. Não existe privilégio maior que conhecer a fundo o dia-a-dia do outro. Os pequenos detalhes que só você conhece: a comida preferida, o jeito de andar pela casa, o espreguiçar, o jeitinho de fazer manha, o jeitão de provocar, cada gesto e seus significados. E outros tantos pequenos detalhes, não tão difíceis de captar, mas tão apaixonantes quanto, como o jeito dela dançar, o sorriso, o jeitinho entusiasmado de falar alguma coisa que acabou de lembrar, o cheirinho na nuca ou a maneira como morde o piercing...
Cotidiano é cumplicidade. É entender o outro através de um único olhar. É duplicar o guarda-roupa, os livros, os cd´s, os pares de calçados... É ter com quem dividir, não importa o que seja. É ter alguém para levar café na cama, para cozinhar ovos com tomate, para te fazer ninar com aquela música especial. É, acima de tudo, a certeza do reencontro, mesmo após um dia inteiro – ou vários dias - longe uma da outra.
Repito: Não se prendam à obrigação chata de ser feliz. Toda obrigação é opressora. E não importa quanto vale o amor; não se prendam a regras de medidas e não tenham medo de fazer apostas. "O Amor não precisa de atestado de garantia e durabilidade, nem misticismos e virtudes especiais".
*Sermão de casamento que eu vou ler para o casal mais lindo do mundo: Michelle Lisita e Mariah Valle. Texto por Perdita Valente - com dedos de Paulinho Moska e Mafalda Crescida.
Wednesday, April 11, 2007
Todo mundo já se sentiu traído, seja por algum amigo ou pessoa próxima. Quando por alguém não muito íntimo a tendência é ignorar. Mas quando o intitulado “traidor” é um amigo fica mais nítida a fragilidade dos conceitos, já que para esse amigo o que ele fez pode não ser tomado como traição. Então, até que ponto o que sentimos é legitimo para julgar o outro?
Essa posição de juiz não é muito cômoda para mim. Queria poder olhar o outro sem julgar, mas a partir do momento que sou ser humano (Leia-se: animal racional vive com base em regras de convívio social), portanto, dotado de conceitos morais, não há como não julgar. Mas se assim não o faço, sinto como se estivesse a compactuar com algo que eu não acredito – sentimento tão desconfortável quanto. O medo de estar sendo injusta versus o medo de estar sendo hipócrita.
Seria possível uma sociedade amoral e harmoniosa?
Tuesday, March 27, 2007
Não sou feliz, mas sou magra
Meu índice de massa corpórea é abaixo do considerado saudável, mas a minha saúde é de ferro. Não sofro de anorexia e nem bulimia, posso até mesmo dizer que sofro de gula e que ficar embuchada não é privilégio dos gordinhos. Mas para ser um magro ou um gordo - ou qualquer outra coisa que você seja ou queira ser - respeitado só mesmo tendo dinheiro, muito dinheiro. Nós demais casos - ou classes sociais – você, gordinho ou magrinho, vai ser uma pessoa normal, nada mais. E para todos os normais existem os pros e os contras de ser o que é. E vai ser o peso de ambos na balança que irá definir se você será respeitado socialmente ou não. Ser um magricela pode ser traumático. Veja por que:
- Namorar outro magrelo (a) costuma ser extremamente desconfortável – exceto se você não tiver problemas com hematomas, dores e possíveis esfoliações na região dos quadris.
- Ser chamada de Olívia Palito, “saco de osso” e outros apelidos desagradáveis;
- Você nunca vai ser chamada de gostosa e, às vezes, isso é necessário para levantar o ego, acredite;
- Você não pode comer excessivamente, pois, qualquer exagero é facilmente percebido devido à falta de gordura na lateral da cintura deixando-a com aquele aspecto “melancia no espeto” ou “mãe, estou grávida de dois meses”;
- Magrelas não estão imunes a celulites, estrias, rugas e...
- Costumam aparentar mais idade que as gordinhas, gostosas e afins.
- Somos mais suscetíveis a traumas físicos e lesões em geral;
- E, de acordo com a Mariah, não podemos usar fantasias de pin up - o que eu discordo com veemência.
Mas a sua magrelice pode ser também uma tábua de salvação, ou um meio caminho para a felicidade.
- Qualquer coisa lhe cai bem – fazer vista grossa para canelas finas e joelhos realçados não custa nada, não é mesmo minha gente?!
- Mais mobilidade para correr atrás do ônibus ou atrás daquele filho da mãe que roubou sua bolsa;
- Somos mais friorentas e não existe roupa mais elegante que as de inverno;
- Magrelas não têm quadril e eu gosto assim, faço tudo para disfarçar o pouco que tenho;
- Você não sente vergonha ao pedir uma calça numero 34, 36 ou 38;
- E, mesmo com as inúmeras desvantagens primeiramente listadas ainda sofremos menos preconceitos que as pessoas mais cheinhas. Você pode não ser feliz, nem bonita, mas é magra.
Monday, March 19, 2007
Thursday, March 15, 2007
Depois do amor, o gozo.
Todo ser humano normal, ou seja, dotado de um coração, percorre cinco fases ao se apaixonar: o encantamento, a paixão propriamente dita, o amor impropriamente dito, a confirmação do amor, o devotamento, a dor, a superação e, finalmente, o gozo.
O encantamento é a fase mais superficial e, por esse motivo, acontece com certa freqüência. Nem por isso é desonesto. O único problema é que, para se encantar, não é necessário conhecer objeto de desejo muito a fundo. O encanto é uma fase meio fútil. Mas é de utilidade primordial para que a tal paixão brote. Pode ser despertado pela beleza, pelo cheiro, pelo jeito de andar... Motivo é o que não falta. É a fase em que o sujeito mais sonha e na qual mal imagina que o outro ronca a noite, peidar alto e arrota na mesa, não sabe falar de outra coisa que não seja o último paredão do big brother, que deixa calcinha secando no banheiro, toalha molhada em cima da cama e por aí a lista só aumenta. Daí o sujeito, dando sorte, pode-se desencantar no minuto seguinte e evitar o que ainda está por vir.
Há de se convir que, às vezes, quanto mais se conhece mais se encanta. Muito prazer, você está apaixonado. A vida ganha cores, perfumes. O sorriso fica largo. O dia pequeno. Tudo parece dar certo. Até mesmo aquele seu chefe rabugenta vira do nada, um cara bem-humorado, do tipo que conta piada. Tudo a sua volta lembra seu objeto de desejo. Você começa a querer dormir junto. Acordar junto. Comer junto. Chega ao cúmulo de pensar em juntar as escovas de dente. Nada na vida tem graça longe daquele bendito ser. Cuidado, pode ser o amor impropriamente dito. Se em algumas semanas os sintomas continuarem os mesmos não há de se negar o amor.
O amor é um filha da puta em potencial. Te deixa de quatro - pra não citar outras posições do kama sutra. De cego o amor não tem nada, muito pelo contrario. Nessa fase você passa a enxergar todos os defeitos da outra pessoa, e o pior, continua apaixonada. Tarde demais. Segura o santo que a fé é grande. Da-se início ao processo de devoção.
É hora de elevar o amor a um pedestal. Não, pedestal é pouco, cria-se um altar, um verdadeiro santuário para nosso objeto de desejo. Tudo que ele diz é sagrado. Nada desabona suas atitudes. E para mantê-lo assim seguimos um verdadeiro calvário. Pesada é a cruz. Mas o pior vem a seguir. A hora da crucificação. Quando nosso objeto de desejo lava as mãos. Desiste. Bate asas.
Se eleva aos céus e nos condena ao inferno da dor de cotovelo.
A dor. Dores generalizadas, principalmente na altura do peito e das nádegas. Faz nausear o estomago causando perda de apetite. Em outros casos ansiedade, fazendo crescente o consumo de chocolate. Ganha-se rugas, cabelos brancos, gordura localizada. Perde-se as unhas e o humor. Mas basta perder as esperanças que a razão convida a tempo o tão doce esquecimento.
Dores de amor, como todo mal, exigem quarentena. Um isolamento que vai ajudar a cauterizar tudo o que estiver aberto em você. Mas não esqueça que estas tais dores de amor não tem atestado médico. Cuidado para não perder o emprego ou o período da faculdade. E quando a quarentena chega ao fim vai precisar ser forte para evitar, a todo custo, as recaídas. Você parece – e só parece - viver o melhor momento da sua vida.
Cheia de planos, tantos que nem vai conseguir colocar metade deles em prática. Jura que está muito melhor agora. Mas no fundo é só fachada. Depois de alguns meses - até anos em casos de extrema gravidade e não tão raros assim - de reclusão e escassas saídas furtivas, tudo para não esbarrar com a ex por aí, você resolve voltar ao convívio social. Uma forma de mostrar pro seu ex-objeto de desejo que “tá tudo bem”, apesar de você ainda não ter decidido se vai continuar amando ou se já consegue odiá-lo.
Um dia você acorda e se toca que esse sofrimento todo já não faz o menor sentido na sua vida. Depois de toda tensão. Todos os preparativos. Tantos esforços. É chegado o momento mais desejado, o gozo. Aí sim, você relaxa e já não se importa mais de ver aquele objeto por aí. Aquela rua, aquele bar, aquele carro, passam novamente a ser paisagem na cidade. E se ele passar? Pode passar a vontade. Porque nessa vida tudo passa e aquilo tudo já passou.
*Composição a quatro mãos por Perdita Valente e Michelle Lisita.
Tuesday, March 13, 2007

Segundo texto do site Overmundo quem anda a pé ganha mais tempo. Uma vantagem para quem não quer – ou não pode - abandonar o Mercedez.
Quem anda de ônibus ou de metrô tem suas vantagens. Quando alguém compra um carro quase sempre ganha de brinde uns 4 kg de peso. Só quem não tem carro sabe o quanto caminha diariamente. Afinal, tomar um ônibus para andar apenas algumas quadras não vale a pena, mas quem tem um carro o tira da garagem. Além da elegância, a saúde do desmotorizado também agradece, pois exercícios fazem bem. Este é um argumento comum a favor de não possuir um carro, mas facilmente contestável, pois, teoricamente, quem tem um carro tem mais tempo e facilidade para realizar atividades físicas.
Aí está um ponto interessante: o tempo. Quem não tem um carro e anda de ônibus ou de metrô, ao contrário do que muitos pensam, ganha muito tempo! Principalmente em cidades pequenas, no caso de ser necessário utilizar apenas uma linha de ônibus para se deslocar ao trabalho ou ao estudo, ganha-se tempo livre na viagem. Ficar de 20 a 30 minutos sem nada para fazer raramente é possível no dia-a dia. O ônibus é o único lugar em que todos se dão ao direito de não fazer nada – o período reservado ao deslocamento é totalmente inútil. Dessa inutilidade surgem interessantes oportunidades de despender o tempo:
- olhar pela janela;
- olhar as pessoas;
- dormir (o ônibus é o lugar para dormir com tranqüilidade, pois não há culpa por não estar fazendo outra coisa);
- ler;
- escrever (pequenos textos podem ser iniciados e estruturados no deslocamento para o trabalho – 20 min rendem um bom começo);
- escutar música;
- enviar mensagem de texto (os amigos não entendem por que chovem torpedos em suas caixas de mensagem em determinadas horas do dia...) ou acessar a internet pelo celular;
- conversar;
- fazer anotações;
- rezar (baixinho, por favor), caso seja seguidor de alguma religião;
- o que mais sua imaginação criar e a vida em sociedade permitir.
Créditos:
foto: devianart: People On The Bus, by broken_glass. artigo: “Desmotorizados ganham tempo”, site overmundo.com.br/overblog.
Monday, March 12, 2007
Meus avós maternos morreram quando eu tinha sete anos. Esse foi meu primeiro contato com a morte e não me lembro de ninguém vir conversar comigo a respeito e me explicar o que tudo aquilo significava, também não fui ao enterro – muito sensato por parte dos meus pais. Considero como tradição dispensável que só tem beleza nos filmes. Não sei se pela tenra idade ou pelo tratamento pouco familiar que tinha com a família adotiva da minha mãe, não me comovi. Sei que chorei, mas com o intuito de chamar atenção, lembro-me bem. Ao longo dos anos houve outros casos de morte na família, encarados com igual distanciamento emocional.
Já chorei por desconhecidos ou conhecidos levemente distantes. Sinto-me comovida pela dor do outro e não consigo acompanhar um velório sem acompanhar as lágrimas alheias. E se os diversos olhares tristes não forem suficientes para me comover, basta-me apenas um abraço. Chego a inventar lembranças para justificar aquele típico nó na garganta. Para mim, o momento mais difícil é quando o corpo desce a sepultura para ser enterrado. Até então vive-se uma espécie de estado de torpor emocional, é como se a pessoa ainda estivesse ali, chorando junto com todo mundo e achando aquilo igualmente triste. Como se ainda fosse possível o acontecimento de um milagre. Pesa-me também quando penso o quão deve ser angustiante ser enterrado - como se o corpo, morto, ainda sentisse. Sinto tanta pena por saber que ele vai ficar lá, sozinho. E que será sufocado por camadas de madeira, concreto e terra. E que seu corpo vai ser devorado por vermes e ele nem ninguém, nada poderão fazer. Sei que é ingênuo, mas pra mim é como se o corpo mantivesse a consciência do que se é e de tudo que está acontecendo à sua volta. Por isso, já tratei de informar aos meus familiares que eu quero ser cremada. É quase uma exigência. Como morto consciente, iria sentir-me mais confortável em relação à morte – exceto se me trancafiassem num potinho. Como pessoa que fica, acho mais poético e menos doloroso. Com certeza eu iria me dar melhor com a morte de um ente querido caso ele fosse cremado. Dando liberdade as cinzas, dá-se liberdade a quem se foi. Cultivo a ilusão de que assim a pessoa não vai embora. O fato de saber que a matéria continua vagante me conforta. As cinzas, quando levadas pelo vento, se agarrarão a outras formas de vida e continuarão a habitar o mundo. E assim, romanticamente, me despeço.
Friday, March 09, 2007
Meu estado de felicidade imaginária durou menos que o intencionado. É que, para fugir para o além mundo, a música só funciona como um portal se houver uma pré-disposição por parte do ouvinte. Um sentimento previamente proposto.
Uma mesma música pode nos levar para lugares diversos e completamente contrastantes. Pra mim o tom da música vária de acordo com o tom do humor. Nada adianta ouvir um samba do crioulo doido se a intenção é consumir tristeza. Nessas horas a música continua funcionando como válvula de escape, mas deixa de ser sonho pra passar a ser apenas parte do estado de tristeza.
"De repente a gente vê que perdeu. Ou está perdendo alguma coisa".
Eu tenho esse costume de viciar em uma música e escutar ela direto - viva o repet!
Tenho um gosto musical bastante eclético, mas nem por isso, pouco exigente. Entre as minhas preferências a música brasileira se encaixa confortavelmente, embora - sim, confesso - não escute com a freqüência devida. Passo a maior parte do tempo no trabalho, e quando estou trabalhando dou preferência às músicas de consumo rápido, que não exigem muita atenção. Não consigo ouvir música brasileira sem dispensar cuidado especial à letra. Minha dificuldade também se estende a outros estilos; mesmo as musicas em língua estrangeira, não consigo ouvir sem me dispersar. Quando escuto uma música sou toda sensações. Invento vídeo clipes, me imagino uma cantora famosa, revejo cenas de filmes, recrio lembranças, me emociono. Eu sei, isso parece ridículo e talvez até seja, mas faz parte do que sou. Como é gostoso – e besta ao mesmo tempo, rs - me imaginar pulando e sambando, subindo a ladeira de alguma cidade montanhosa embalada pelo meu mais novo vício.
Por sorte e exceção o dia está calmo. Posso ouvir quantas vezes for necessário para enjoar do atual estado imaginário para, assim, me abrir a novas musicas e novos sonhos.
"Eu quero é botar meu bloco na rua. Brincar, botar pra gemer. Eu quero é botar meu bloco na rua. Gingar, pra dar e vender".
Friday, February 23, 2007
A Sonhadora
Salas lotadas, típicas de filmes estreantes e superproduções, me reprime e me deixa insensível. Não me sinto à vontade para compartilhar emoções e sensações com pessoas que eu não conheço (Dizem que eu me tornei racional demais e perdi a magia do cinema. Balela! O motivo, creio, é outro. Aquele que só Freud explica). Nesses casos, qualquer cena, por mais dramática que seja, me leva ao riso (Ataques histéricos!) Que graça tem assistir a comédia romântica da vez se eu não posso (é que eu não consigo, entende?) ao menos chorar?! Mesmo que eu tenha ido ao cinema com a intenção de desabafar.
Cinema lotado implica não só na forma de sentir o filme, mas também me impede de esticar as penas, sentar de lado, descansar os braços no apoio da cadeira, fazer barulho com o pacote de chocolate e chupar o restinho do ovomaltine sem me sentir constrangida, beijar a namorada, enfim...
Monday, February 12, 2007
* Ser mais auto-confiante - a ponto de acreditar nas minhas próprias mentiras;
* Investir em atividades que eu tenha real talento - o difícil sou eu admitir tal talento, pois tenho o costume de me considerar o ser humano mais desprezível e falho do mundo;
* Ser mais espontânea, sem me preocupar com o que os outros vão pensar de mim;
* Manter a auto-crítica, mas sem depreciar meu próprio trabalho, opiniões e atitudes afins.
* Ser leve. Leve como pluma leve solta.
Mesmo assim, o domingo não é de todo ruim. Se não existisse a Segunda-feira ele ainda assim se salvaria de ser o dia mais chato da semana por sorte e existência da Terça. Ao menos no domingo ainda temos a opção de não fazer nada, enquanto na segunda somos obrigados a voltar para o berço social e suas obrigações.
Friday, February 09, 2007
Tuesday, February 06, 2007
Friday, February 02, 2007
Hoje passei boa parte do dia tentando organizar os meus favoritos, além de escrever pedaços de futuras postagens. Como pessoa metódica que sou – Ih! Escapou – catalogar não é o suficiente. De tempos em tempos preciso jogar os excessos fora. Sou contra essa quantidade infindável de sites que eu coleciono - qualquer coisa que tenha em excesso me deixa desconfortável. Além do mais, todos sabemos que quantidade nunca foi sinônimo de qualidade. Sou visita constante em dois ou três e o resto servem para “engrossar” a lista, cada dia mais extensa. Não há um dia sequer que não adicione no mínimo mais quatro sites aos favoritos, e eles vão ficando lá, esperando a mínima atenção, que seja.
Dá minha lista de blogs consegui deletar cinco, restando triunfantes vinte e um figurões. Ainda me resta vasculhar outras vinte e duas divisões – que existem para me deixar menos perdida na sua extensão -, trabalho para o dia de amanhã.